Voltaremos à era dos MainFrames ?

Voltaremos à era dos MainFrames ?

Teria o google descoberto a pólvora com o "novo" conceito de Computação nas nuvens ?

Por Rafael Arcanjo | Em 22.05.08 | Categorias: Google, Tecnologia

Dias atrás ouvi dizer que estamos prestes a presenciar uma revolução chamada Cloud Computing ou Computação nas Nuvens. É neste projeto que o Google aposta suas fichas para o que estão chamando de “O Futuro da Informática”. O Jornal da Globo, que parabenizo por ter feito uma série de entrevistas no Google e que critico por tentar ser sensacionalista demais, fez uma matéria direto do GooglePlex onde comentou sobre o assunto. A chamada era a seguinte:

Engenheiros do Google, uma das gigantes da informática, desenvolvem a computação nas nuvens. A nova tecnologia pode colocar os dados pairando sobre nós e deixar computadores mais baratos.

Fonte: Globo Vídeo

Os apresentadores começaram assim:

Willian Waack: O Jornal da Globo foi ao lugar onde está sendo inventado agora o futuro do computador que deve ficar mais barato, mais rápido e nas nuvens.

Christiane Pelajo: A nova tecnologia de informática nas nuvens esta sendo desenvolvida por cientistas e empresários com pés no chão da Califórnia, onde o correspondente Rodrigo Alvares foi visitá-los.

[corta pra matéria]

Fonte: Globo Vídeo

Pausa dramática.

Bom, esqueçamos o Jornal da Globo. O problema pra mim nem é ele. O problema é que não é apenas o programa global que está falando que estamos prestes a ver o futuro estalando de novo aos nossos olhos.

O futuro de que, cara pálida ? A única coisa que eu consigo enxergar nesta iniciativa é que isto não passa do que foi até hoje conhecido como Passado. Sim, o passado, onde ouvi com muita atenção, no início do meu fascínio pelos computadores, os mais velhos me contarem que “no princípio eram as trevas” e os terminais eram burros, basicamente teclado e tela para entrar com os dados e um servidor parrudo conectando todo mundo na outra ponta. Resumindo o conceito, é isto que você pode ver abaixo:

Mainframe Network

Grosseiramente falando, este era o esquema em muitas das redes nas grandes empresas que tinham bala na agulha para comprar um MainFrame. Na verdade, algumas empresas ainda mantém seus gigantes funcionando. O famoso legado. Mas isto é assunto para outro post.

Pois bem, o que o Mr. G quer fazer é a mesma coisa. Mas, ao invés da rede local, cabeada e de curta distância que temos nas empresas, a rede utilizada será a famosa internet. Sendo assim, teríamos o seguinte cenário:

Cloud Computing do Google

Hoje em dia, em minhas leituras e contato com outros profissionais, tenho até visto mais pessoas falando sobre Mainframes, apesar de ser uma volta ao passado em minha opinião. Porém pode ser também uma tendência de futuro. Vamos ver.

A minha crítica nem é tão ácida quanto ao uso de Mainframes, mas é em dose quase letal em se tratando do seu parceiro, o Terminal Burro. Porque ?

Se olharmos a história da queda dos mainframes, veremos que os mesmos entraram em desuso a partir do momento que os computadores pessoais e workstations tiveram uma redução de preços considerável e tornando menor a diferença de custos entre a aquisição de mainframes e workstations com capacidade de processamento.

O poder ficava todo concentrado nos mainframes. O ponto chave para a queda foi a transferência de poder de processamento deles para as estações, distribuindo assim o trabalho.

Pois bem, desde esta época (anos 70 e 80, se não me engano) até os dias de hoje, as máquinas foram ganhando mais e mais potência. Hoje temos nas máquinas em nossas casas um poder de processamento bem razoável e os periféricos cada vez mais ganham desempenho e perdem tamanho.

E já temos este processamento hoje por um preço até certo ponto acessível. E não estou falando de computador do milhão ou PC Popular. Para exemplificar, eu consegui, sem procurar muito, achar uma oferta no Submarino de um PC com a seguinte configuração:

CPU Dual Core E2160 – 1GB de memória – 250GB HD – Gravador de DVD – LCD 17″ Widescreen LG

É uma configuração respeitável por um preço acessível (R$ 1399,00 no dia 14/05/08). Nele eu poderia editar minhas imagens, usar meu processador de textos, uma planilha eletrônica, usar um player de músicas, brincar com jogos que não necessitem de uma placa de vídeo poderosa, armazenar muitos dados pois tem um hd robusto e várias tarefas de pessoas comuns. Tudo isto sem depender de conexão com internet. Tendo o acesso à rede, eu poderia muito bem navegar pelas páginas, usar serviços online e conversar com meus amigos.

A idéia do Cloud Computing é que tenhamos um processamento central, sendo assim, não seria necessário que os computadores pessoais sejam tão potentes, visto que eles utilizariam o poder dos clusters e supercomputadores na outra ponta. Assim, se não seriam necessários computadores tão potentes para os usuários, eles poderiam cair de preço.

Pois bem, então para que possamos dar um exemplo, vamos pegar este valor do computador que eu achei no submarino. Vamos arredondar o valor dele: R$ 1400,00. Se a idéia é reduzir o custo, suponhamos que ele caia pela metade. R$ 700,00.

Sendo assim, vem tenho algumas questões:

1) Agora eu tenho um computador de R$ 700,00 que vai precisar de uma senhora conexão com a internet e muita memória (quem usa o firefox ou internet explorer com mais de 6 abas abertas sabe o que eu estou falando) para fazer as tarefas basiconas que eu faria na minha máquina, como editar um texto, de maneira offline sem depender de muito processamento.

2) Terei uma máquina que só funciona (bem ou mal) quando a internet estiver ligada. Certo, e se onde eu morar não tiver conexão com a internet ? E olha que isto não é tão incomum assim aqui no Brasil. Quem trabalha viajando como eu sabe o que estou falando.

3) E se a conexão da minha casa ou local for ruim ? Se eu estiver em um hotel por exemplo compartilhando a conexão de 1MB com mais 30 hóspedes. Como eu faria neste caso ? Simplesmente não usaria meu computador, visto que meus dados e meu processador de textos estaria online, certo ?

E olha que eu nem estou colocando a questão da privacidade, que deixa muita gente de cabelo em pé já tem algum tempo. Você confiaria todos os seus dados (documentos com senha de banco, planilhas pessoais, dados confidenciais da sua companhia) à uma empresa ?

Conclusão

Eu sei que a realidade lá fora é diferente, mas ainda assim creio que existam lugares onde a internet não será suficiente para que eu possa, por exemplo, jogar GTAIV online. E quando eu digo online não é apenas jogando com outras pessoas na internet como hoje já temos, mas que todo o processamento de todos os jogadores sejam feitos no servidor/mainframe/cluster/whatever. E usar softwares super pesados como o AutoCad então ?

As coisas estão evoluindo e ontem mesmo alguém disse que 64K eram suficientes para qualquer pessoa. Contudo, não vejo esta iniciativa com todo este intusiasmo e pretenção de que seja o caminho para a revolução digital. Creio que a idéia seria a integração do online com o offline. Os dois podem conviver harmoniosamente no momento em que você, dentro do ônibus com seu celular e conexão à rede mundial de computadores, possa responder seus emails, criar uma planilha e dar um toque mais profissional nela depois quando estiver em casa, com um editor mais completo, com mais funções.

Talvez algo como os “sistemas operacionais” online que temos por aí seria melhor visto de minha parte, apesar de ter testado alguns como o YouOS e não conseguir me acostumar com o conceito. O Guilherme Felitti escreveu em 2006 (como o tempo passa!) no IDG NoW! um artigo apresentando quatro destes sistemas operacionais online, vale a pena conferir.

Portanto, o que o Google está chamando de futuro nada mais é que o passado remoldado, que pode não ser tão revolucionário nem tão usual como estão vendendo por aí.

Leia mais sobre Cloud Computing em:
Computação nas nuvens: O futuro, Segundo o Google – UnderGoogle
Computação nas Nuvens. O Google quer construir o futuro dos computadores

UPDATE { 24/05/08 – 13:52 } : Leia também a opinião do Newton Wagner sobre Cloud Computing. Ele tem um ponto de vista um pouco diferente do que eu coloquei aqui. Minha opinião sobre este ponto de vista está lá no artigo dele, como comentário.

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Apaixonado por tecnologia, Cruzeirense e Nerd. Trabalha com TI há mais de 12 anos, porém ficou fascinado com computadores bem mais cedo quando viu o que aparentemente era um 286 rodando um joguinho de corrida via disquete de 5 1/4.

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28 Comentários

  1. Thiago Mobilon

    Eu também penso que enquanto não tivermos uma internet de 100mbps sendo distribuída de graça em cada esquina, Cloud Computing não serve para nada.

    É interessante poder editar e armazenar alguns documentos online, mas daí até migrar todos os seus arquivos, a história já é outra.

  2. Rafael Arcanjo

    Thiago,

    E você sabe quando teremos esta realidade de internet 100Mb né ? Nem fora nós temos isto, aqui no Brasil então, no way…

  3. Cabelo (Luciano Silveira)

    Acredito que não seja um cenário de substituição, e sim de uma nova alternativa.

    O foco é pensar que o acesso a internet será cada vez mais acessada por Televisores, Celulares, etc…

    Também tenho visto muito a utilização de serviços de terminal nas escolas e empresas, então considero uma evolução como foi das LAN isoladas para Internet.

  4. nandokanarski

    Acredito que os parágrafos finais de seu texto definam o que pode ser a Tal Computação nas Núvens. Acho que a idéia de deixar tudo on-line não vai dar certo não. Acho que deixar uma parte on-line e aí sim interagir com o processamento e facilidade dos programas off-line seja a solução. A Apple vem fazendo isso há algum tempo, programas deles buscam calendários on-line, publicam vídeos diretamente no Youtube e por aí vai. Acho que uma integração já acontece e deve ser reforçada, mas mover tudo para a Web parece loucura, tanto que o próprio Google Docs já ganhou versão off-line para poder agradar alguns consumidores. Acredito sim na integração entre o Off-line e o On-line para que possamos ter informações mais acessíveis, porém não perdendo toda a versatilidade de poder editar e os armazenar também localmente.

  5. Newton Wagner

    A história já nos provou que não podemos subestimar a tecnologia.

    Eu ia escrever um comentário, mas estava ficando grande, então vou responder com um trackback. :)

  6. […] Computação nas Nuvens – A volta de um ciclo web O Jornal da Globo fez uma matéria muito interessante sobre o Google e sua metodologia de trabalho, além de dar um foco muito grande no que o pessoal de Mountain View chama de Cloud Computing. Comentei sobre isso com colegas de trabalho, mas foi ao comentar o artigo do Rafael Arcanjo que acabei escrevendo um post sobre o assunto. :). Antes de continuar, seria bom dar uma passada e ler o artigo: Voltaremos à era dos MainFrames? […]

  7. Thiago Mobilon

    Rafa, no Japão internet de 100mbps é super popular, e custa cerca de 50 reais por mês.

    O problema no Brasil além das operadoras “sangue-sugas”, é a falta de infra-estrutura.

    O bairro Jardins em São Paulo, recebeu cabeamento de fibra óptica da telefônica, e possui conexão de 30mbps. O problema é que (logicamente) ninguém conseguiu atingir esta velocidade ainda, e o preço do plano é acima dos 200 reais mensais.

  8. Rafael Arcanjo

    Cabelo,

    É o que eu tentei colocar no texto: não é substituir, é integrar. Não vai ser revolucionário, já temos isto hoje. Não precisa ser da forma que está sendo cantado.

    Nando,

    Então, a gente tinha conversado bem isto nas nossas conversas sobre o assunto. Integração eu acho que é a resposta correta.

    Newton,

    Já comentei lá e fiz um update no post te referenciando.

    Thiago,

    Bom, eu sabia que tinha internet rápida no Japão, porém não sabia que era tão popular quanto tu colocou aí. Valeu pela informação. Mas ainda assim, com este cenário, o que pega não é a tecnologia, pois isto é viável daqui uns anos (podem ser 20, 30, mas um dia chegaremos a isto), o negócio é que também não dá pra ser só online sempre. A união dos dois é possível e mais viável, na minha opinião.

    Obrigado a todos pela colaboração.

  9. Thássius V'

    Entrevistei um executivo do Google, e achei a idéia interessante. Mas não sei se deixaria vários dos documentos em que trabalho na rede. Até hoje não os coloquei no GDocs.

    Para algumas aplicações, a cloud computing é interessante. Eu, no entanto, não abro mão do meu Word 2007 – pesadão, sim, mas eu utilizo muito dos recursos.

  10. Evandro Begati

    Arcanjo, estou com você…

    Eu não deixo nem as cartas que eu escrevo para minha namorada no Docs do Google, quanto mais TODAS Minhas informações!

    Enquanto Pingo D’Água não tiver uma conexão de 100Mbps e o Google não utilizar estatísticas de meus costumes para tentar dominar o mundo, eu vou considerar em não ser favorável ao Cloud Computing…

  11. Mario Nery

    Na última aula que eu dei de hardware eu deixei os alunos debaterem sobre cloud computing no final da aula e todos levantaram a questão da banda de internet deles e da capacidade de processamento dos servidores… Além é claro da segurança. Eu acho muito difícil as pessoas se acostumarem com aplicações através da web. Seja por velocidade ou por confiança.

    Abraços.

  12. Paulo

    Você só não levou em conta que o desenvolvimento atual da informática permite que se visualize um futuro descentralizado. Os mainframes não são e nunca serão passado, mas hoje é perfeitamente possível que os dados “pairem” apoiados em diversos pontos, não apenas num servidor.

  13. hugo

    Existem alguns pequenos erros na sua crítica, que não é inválida, mas em vez de descrever estes pequenos erros, preferi contar uma história:

    em 1990 e poucos, a internet não existia no Brasil, a gente acessava bbs utilizando um modem 14400 (28.8k para quem tinha mais possibilidades), para colocar todo mundo em linha com esta ideia existe um filme, “o especialista” com stallone e sharon stone, de 1994, neste filme tinha uma cena onde o stallone conecta a sua bbs pessoal via telefone, isso era o futuro naquela época.

    próximo a 2000, a internet foi acessivel, via bbs, voce conectava a bbs, e de lá entrava na internet, ainda via modem x linha discada (28.8 ~ 56k).

    após 2000, temos a internet conectada por linha discada (modem x provedores), depois aparecem os provedores gratuitos, e de repente descobrimos que era mais barato pagar uma fortuna para ter uma internet banda larga (+/- 300k) do que pagar uma fortuna de conta de telefone.

    sim, banda larga!!!! após 2000 temos a internet via dsl (estou falando do brasil), que começou com 300k (ou pelo menos, eu comecei com essa velocidade, na velox, quando a vida de um usuário de banda larga era um inferno)

    dai pra frente foi 300k, 600k, 1 mega, e hoje 2 megas (para mim que sou pobre, quem tem um pouquinho mais de dinheiro pode ter até 10 megas fácil fácil), isso tudo trocando dsl por cabo e vice versa, além disso, hoje quem tem um notebook pode conectar a internet com wifi, de graça, de muitos locais… aqui em BH tem um shopping, o patio, que já tem esse serviço gratuito… e claro, temos também a internet a rádio, satélite, e muito proximamente, via rede elétrica.

    estamos falando de 14.4k para 10megas em 10 anos… é um crescimento absurdo… e este crescimento vai ser super acelerado com a quantidade de consumo que está acontecendo, sim, estou falando do brasil.

    Agora, falando de tecnologia: antigamente tinhamos somente um computador, 286, 386, 486 ou até pentium, que não tinha muito processamento (comparado com os atuais), era caro, e não tinha muitos recursos (comparado novamente com o que temos hoje)… eu comecei com o 286 porque acho que o futuro no brasil começa a partir dele, pois ficamos no obcuro durante um bom tempo com a prohibição da importação.

    a partir de 2000, começamos a ter os computadores mais potentes, aqueles pós pentium, com preços mais moderados… mas não é o computador o grande ganhador com as novas tecnologias, e sim os outros eletrodomésticos (sim, o computador hoje é um eletrodoméstico, não se engane!!!)…

    celulares mp3, com cameras digitais, que conectam a internet, baixam músicas, videos, multimidia em geral… ipods que podem fazer o mesmo (alguem ai viu blade trinity?), pen drives, cameras digitais, filmadoras digitais, palmtops (que para mim vão acabar sendo substituidos pelos celulares modernos), etc… alguns de voces podem imaginar que eu estou aqui falando de coisas que nem sempre são do nosso dia a dia, mas vai em alguma escola, particular ou não, e olha os alunos de terceira a oitava séries…. e depois pensa novamente… eles estão lá, munidos de tudo isto que eu descrevi…

    junte-se a isto a tv digital, e começamos a ter os aparelhos caseiros que se conectam a internet (não se enganem, xboxs e ps2s ou ps3s já fazem isto a um bom tempo)… com isto ja temos o mundo descrito pela materia acima, em pleno funcionamento…

    a diferença, é quem vai utilizar isto… hoje parece um absurdo, mas o disco virtual é mais e mais utilizado, por ser um meio mais fácil de trabalhar informações… eu não preciso guardar no meu computador um documento, e ficar carregando ele em alguma midia para cima e para baixo… basta eu jogar ele no meu email ou em algum disco virtual meu, e sair tranquilamente para trabalhar, sabendo que eu vou poder acessar ele de qualquer lugar… parece um absurdo hoje? não, mas poucos anos atras isto era impossivel (eu já fazia, mas era mais complicado)…

    a ideia da google, é facilitar isto, dando a voce a possibilidade de acessar um computador virtual, ou seja, com um teclado, mouse e monitor, você pode conectar na rede, e ter todos os serviços que você utiliza hoje em casa, mas em algum servidor virtual…

    traduzindo: em vez de ter um gmail, um google, um orkut, um disco virtual, etc, etc… você teria um servidor virtual (lembram lá encima, no filme o especialista, a bbs do stallone?), você poderá ver seu email, reponder ele, conversar com alguem, trocar informações, digitar um documento, fazer uma planilha, e muitos outro serviços, tudo do mesmo lugar… isso é um absurdo? não, porque já existe hoje, só que espalhado…

    a grande diferença, é que em vez de utilizar um processador local, você estará utilizando um servidor (ou vários servidores, como funciona hoje a internet), mas trabalhando com imagens, como fazem hoje serviços como o metaframe, vnc, ou, mais conhecido por todos, acesso remoto, do windows… ou seja, sua tela apresenta imagens do processamento que está acontecendo em algum servidor, não no seu computador.

    aonde quero chegar: você não vai precisar fazer isto, você poderá continuar com seu computador, em casa, como já acontece… mas outras pessoas (escolas, cursos, empresas, etc), vão utilizar este serviço, que vai baratear o custo das mesmas, além de outras tecnologias, como celulares, ipods, televisões, carros, geladeiras, etc, vão utilizar este serviço….

    acho que é uma ideia, que mesmo não sendo original, pois já existe, mas sendo nova, pois ninguem ai trabalhou ela como está sendo feito pela google, vai revolucionar, novamente, a forma como trabalhamos.

    mas, para os mais céticos, aqui vai uma lembrança: um dia o bill gates (acho que foi ele), disse que as empresas iam deixar de enviar e receber papeis, e em vez disso iam utilizar o email… na época todo mundo criticou isso, ou riu da cara dele…

  14. Spirandeli

    Cara, tem serviços que lógico que quanto mais on-line melhor mas esse lance de tudo voltar ao passado não rola, é uma viajam, quem vai deixar de ter um hd de milhoes de gigas para colocar tudo no gmail? e o dia que ele tiver em manutenção e vc precisa daquele arquivo que seu chefe te pediu revisão???
    e as musicas?
    e as fotos de mulher pelada?

  15. Thiago Garrocho

    “”…aonde quero chegar: você não vai precisar fazer isto, você poderá continuar com seu computador, em casa, como já acontece… mas outras pessoas (escolas, cursos, empresas, etc), vão utilizar este serviço, que vai baratear o custo das mesmas, além de outras tecnologias, como celulares, ipods, televisões, carros, geladeiras, etc, vão utilizar este serviço……”

    GELADEIRAS???

    ¬¬

    hfaiuheuihaiufhuieaf

  16. Doni

    po os caras ficam falando ki o suco ta amargo antes de colher a fruta… vamo esperar pra ver pq gdes ideias ja foram enterradas e outras nem tao grandes viraram o mundo…

  17. hugo

    spirandelli, o thiago quotou a parte da mensagem que responde a sua pergunta: quem quiser utilizar, utiliza, quem não quiser, continua com o pc, do modo normal… é como acontece hoje com notebooks e palmtops, facilita a vida de quem precisa transportar, mas quem não quer, não tem (eu não tenho, mas um notebook até que eu queria).

    quanto a geladeira, spirandelli, algusn aqui podem se lembrar, mas um tempo atrás apareceu por todos os cantos uma mateteria sobre a geladeira que detectava o que faltava na geladeira (a partir de uma lista previamente cadastrada, imagino eu), indicava o que faltava, e fazia as compras, sem você ter que avisar para ela (ou em todo caso, fazia a lista de compras para você, indicando onde encontrar os produtos mais baratos)….

    se já existe geladeira assim, então ela pode utilizar este serviço, pois parte do serviço online vai, obviamente, ser o banco online (lembrem-se que hoje você já tem banco online, e tem também celular que é cartão de crédito).

    é isso, mas na verdade eu acrescentei a geladeira para fazer uma comparação do computador do futuro com mais um eletrodoméstico básico.

    abraços

    ps.: essa geladeira também te avisava o que faltava para alguma receita que voce queria fazer, baixando a receita da internet e tudo.

  18. hugo

    ups, troquei os nomes, spirandelli é o thiago e vice versa.

    e spirandelli: hoje você não precisa mais baixar foto ou video de mulher pelada, você pode ver online quantas vezes quiser (se você tiver acesso a sites desse tipo, muitos fornecem o conteúdo somente online hoje, e sim, estou falando de filmes inteiros)…. quanto a música, é o famoso mp3 ou mp4 que baixa aquele monte de músicas para você escutar, foi a comparação que eu fiz com o filme “blade – trinity”… mas daqui a algum tempo você vai preferir guardar isso em um “musiclog” (trocadilho para fotolog), e sempre que precisar escutar, acessar ele…. lembra que estou falando de uma conexão acima dos 10 megas, que será o básico daqui a algum tempo (muito curto).

    abraços

  19. jack

    S bem que eh ate uma ideia interessante…
    quer dizer entao que eu nao prescisava ter gastado 6 mil pra montar um pc pra jogar….

    era so eu executar meu game direto do mainfreme e pronto =P

  20. Ronalldo

    Hugo,

    vc é o cara!!!

  21. Cloud Computing - CMilfont Tech

    […] melhores algoritmos ou conceitos, portanto considerar “Computação nas Nuvens” como retorno do terminal burro de Mainframes é totalmente […]

  22. Ruy Acquaviva

    Mas essa mesma proposta já foi feita por volta do ano 2000, onde se dizia que a internet e o Java tornariam os sistemas operacionais obsoletos. O slogan da SUN na época era “A Rede é o Computador”… O que mudou desde lá? Certamente o acesso à internet rápida se popularizou, mas o congestionamento da rede também aumentou e muito. Não existe infra-estrutura na rede para absorver uma demanda como essa. Cada vez mais a rede é ocupada por downloads de músicas, vídeos e pelo flagelo dos spams (problema ainda não resolvido).
    Assim como não colou o “A Rede é oComputador” acredito que também não vai colar o “computação nas nuvens”. Nesse caso o Goole está é copm a “cabeça nas nuvens” e eu particularmente prefiro ficar com “os pés no chão”,

  23. BráulioMC

    Realmente o Hugo está bem informado.

    Mas, ainda é cedo para falar. Mas que já é realidade é.

    Agora só falta aprimorar. Muitas empresas já usam esse conceito. Os usuários domésticos precisam conhecer melhor esse conceito.

    Interessante essa discurção, pois estou fazendo um trabalho de faculdade sobre este tema e é incrivel o quanto ainda é escasso o material para informação.

    Mas, é só dá uma pesquisada de um dia e saber um pouco de Inglês que já é possível ver a luz do final do tunel.

    Mas a minha opinião é que tem futuro esse idéia !
    Muitos já a usam e mal sabem !

    Abraços,
    Namastê !

  24. Cloud Computing «

    […] Grosseiramente falando, este era o esquema em muitas das redes nas grandes empresas que tinham bala na agulha para comprar um MainFrame, (…) basicamente, teclado e tela para entrar com os dados e um servidor parrudo conectando todo mundo na outra ponta. (ARCANJO, 2008) […]

  25. Rafael Arcanjo no Undergoogle

    […] convidados e eu tive a honra de abrir a sessão de convidados com um artigo mixando o que eu já havia comentado aqui sobre Cloud Computing e o Furto do […]

  26. Dejavux » Cloud Computing

    […] Grosseiramente falando, este era o esquema em muitas das redes nas grandes empresas que tinham bala na agulha para comprar um MainFrame, (…) basicamente, teclado e tela para entrar com os dados e um servidor parrudo conectando todo mundo na outra ponta. (ARCANJO, 2008) […]

  27. Ailton Borba Garcia

    Há anos ouço que os sistemas de grande porte estão com os dias contados, mas só vejo mais e mais empresas retornarem para esta plataforma de onde nunca deveriam ter saído, há casos e casos, e espaço para todas tecnologias.

  28. Tiburcio Net

    O que sei é que dependendo do setor do arquivo em si, faz-se distúrbios involuntários nas placas,porem, como dito antes, nada se faz quando se acontece.
    salve Mainframe.

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